Memorial
Palácio Nilo Peçanha - Sede do Legislativo

Documentário sobre Palácio Nilo Peçanha:
                                                                    

O Palácio Nilo Peçanha, sede da Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes, é considerado o edifício “mais monumental da cidade”. Sua arquitetura é inspirada no templo romano da ordem coríntia, com octastilo períptero (oito colunas na fachada e colunas em toda sua volta). Sua construção foi iniciada em 1921, paralisadas por 13 anos e retomadas em 1934 com sua conclusão em 1935, fazendo parte das comemorações do centenário da elevação da Vila à Cidade. Funcionou como Palácio da Justiça (Forum) até 2007, quando passou a pertencer ao Legislativo.

O tímpano do frontão principal contém uma alegoria alusiva à Lei e à Justiça, que exigiram, para maior harmonia, maior número de figuras e melhor aproveitamento do espaço disponível. O edifício, segundo conhecedores do patrimônio histórico e cultural, a exemplo da historiadora Sylvia Márcia Paes, é impecável em sobriedade e equilíbrio. Seu estilo greco-romano é inspirado no Parthenon da Grécia antiga. Sua planta foi assinada pelos arquitetos Pedro Campofiorito e José Benevento (responsável, também, pelo projeto da Catedral e do Palacete Villa Maria). O engenheiro responsável foi Gastão Braga e a construtora, A.Nastasi & Cia.

Até construção do Fórum, que recebeu o nome de Nilo Peçanha, em homenagem ao estadista campista que foi deputado, governador do Estado do Rio, Ministro e Presidente da República, o Poder Judiciário funcionava em diversos locais da cidade, dificultando o acesso da população e a própria interação entre os juristas. Para resolver o problema e propiciar ao Judiciário a centralização de suas atividades, a Câmara Municipal doou o terreno onde o Governo Fluminense ergueu o edifício.

A inauguração, em março de 1935, teve como convidado especial, na condição de orador, o historiador Alberto Lamego que acompanhou, no ato oficial, o juiz criminal Álvaro Ferreira Pinto e o promotor público Guaracy Souto Mayor. A obra foi o grande destaque das comemorações do centenário da cidade e a principal da rua da Constituição que, depois, passou a se chamar Avenida Alberto Torres.