Câmara

A saúde da mulher e o feminicídio foram assuntos discutidos na manhã deste sábado (28), em palestras realizadas na Câmara de Vereadores de Campos. O evento foi realizado por solicitação do vereador Pastor Vanderly (PRB), que presidiu a mesa e recebeu convidados para abordar o tema.

Formaram a mesa a coordenadora do PRB Mulher Campos e do Norte e Noroeste Fluminense, Samanta Barroso, o presidente e coordenador do PRB Campos e do Norte e Noroeste Fluminense, Henrique Monfortes, a representante do Projeto Raabe, Érica Santos e a representante do grupo de autoajuda Mães em Oração, Fabiane David.

A importância dos assuntos discutidos no evento foi destacada pelo Pastor Vanderly. “Esse tema é extremamente importante por se tratar da violência contra a mulher, assim como o Outubro Rosa, que enfatiza a importância da prevenção da saúde da mulher”, disse o vereador.

Samanta Barroso afirmou que espera poder levar o debate do feminicídio à sociedade. “Que cada um possa levar um pouquinho dessa palestra para a sociedade, que é um tema pouco discutido, mas muito vivenciado”, ressaltou a coordenadora do PRB Mulher Campos.

O presidente e coordenador do PRB Campos lembrou os cuidados necessários com a saúde. “Só quem já conviveu com câncer sabe do que se trata, assim como muitos que já passaram por violência. É uma causa importante. O homem não vive sem a mulher”, afirmou Henrique Monfortes.

A enfermeira Rosângela Moreira foi uma das palestrantes, destacando a prevenção ao câncer de mama. “É um tema que assustas as pessoas. O câncer de mama tomou projeção na década de 90, e os Estados Unidos iniciaram o Outubro Rosa para unir o mundo em torno da prevenção. Infelizmente, ficou só outubro para chamar atenção, mas essa é uma luta de mês após mês, dia após dia”, disse.

A palestrante ressaltou a mulher precisa realizar o autoexame da mama, para identificar qualquer suspeita e procurar um médico. “Quando é feito o diagnóstico precoce, o câncer de mama tem cura”, relatou. Ela ainda colocou que as mulheres em tratamento de câncer precisam de apoio da família, mas muitas sofrem com o abandono do companheiro diante do diagnóstico da doença.

Abordando o feminicídio, a socióloga Marusa Silva apontou que na leitura da sociologia, da história e da antropologia, a mulher sempre foi o indivíduo menos valorizado. “O Brasil hoje ocupa, segundo a ONU, o quinto lugar no ranking de violência contra a mulher, entre 84 países. Essa violência é simbólica, verbal e física”, pontuou.

A socióloga ainda ressaltou que a sociedade se desenvolveu a partir de uma cultura sexista, onde a mulher sempre foi colocada em cenário mais privado. “Sempre sustentamos a sociedade baseada na cultura machista. E a cultura é machista porque a gente aprendeu ao longo do tempo que alguns lugares são ocupados por homens e outros pela mulher”, disse, ressaltando que é impactante o tema ser pouco discutido. “Somos todos indivíduos com direitos e deveres, e temos que ter respeitados nossos direitos”, afirmou.

A importância da denúncia da violência também foi destacada pela socióloga, como uma forma de combate ao feminicídio que é o homicídio contra a mulher. Ela ainda frisou que quando uma mulher sofre violência, o impacto atinge toda a família e a sociedade. “É um problema de todos nós”, concluiu.

Encerrando as palestras, Fabiane David ministrou uma palestra motivacional. “Muitas vezes, nós deixamos de crer que nós somos capazes. Quero dizer para todas as mulheres que nós podemos muito mais do que pensamos. Encontre em você o seu primeiro amor, se valorize e não se deixe subjugar por ninguém”, finalizou.

 

*Por Lohaynne Gregório - Ascom Câmara Campos